Se o poeta busca o Olimpo, o poema é passaporte tanto para quem o produz como para quem o lê.
E o poeta faz dos versos Um barco a balançar Sobre ondas e emoções.
Vitral de Letras é depoimento pessoal sobre a vida, a partir do encanto e da travessura das palavras, anexadas com arti(e)manha por Adair Philippsen.
Escrever poesia exige um desprendimento da matéria em benefício, quase sempre, do exercício solitário da sensibilidade.
O poeta conversa antes consigo mesmo do que com seus possíveis leitores, enquanto deseja encontrar a alma das coisas aparentemente intangíveis.
Com qual bisturi se opera a emoção? Qual o remédio para a angústia íntima que busca a expressão do sentimento?
Onde o verso? Onde o coração? Onde a palavra que, no papel, desenha a alma?
Talvez seja uma espécie de lucidez? Ou seria de loucura? Que força obriga o poeta a isolar-se dos seus para encontrar-se consigo mesmo?
Ao se entregar ao texto, o poeta se desnuda, revelando outra alma, mais íntima, mais profunda, mais sutil, desconhecida.
Através da linguagem o poeta se reinventa, enquanto cria mundos onde a vida se faz transparente, deixando entrever outros significados.
Outras não são as razões de Adair Philippsen ao produzir este Vitral de letras, onde desenha uma panorâmica visão da sociedade e dos humanos sentimentos.